One Night Only Interview
Entrevistado por All Gone Pop
Outubro de 2010
(Traduzido por Natália Sabino / Revisado por Camylla Martiniano)
Com o novo single ‘Say You Don’t Want It’ lançado e uma agenda lotada, All Gone Pop conseguiu alguns minutos para conversar com Mark e Jack da One Night Only antes de tocarem o Stiff Kitten em Belfast. Em uma discussão aberta os caras falam sobre comida tailandesa, a luta para alcançar suas próprias expectativas e as razões da saída do baterista Sam Ford.
AGP: Para fãs de One Night Only que apenas começaram a acompanhá-los desde seu último lançamento, vocês podem nos dar uma ideia de como tudo começou e como chegaram aqui?
Mark: Na verdade nós já estamos juntos há muito tempo, quer dizer, começamos na escola e acho que eu tinha 12 ou 13, talvez 14 ou 15 anos, e tocamos na área local de North Yorkshire por muito tempo. Em 2007 nós assinamos um contrato com uma gravadora e fizemos nosso álbum naquele verão, até o início de 2008 – era muito bom, estávamos felizes com o que tínhamos feito, mas acho que por sermos tão novos, nos desenvolvemos muito mais quando fizemos uma turnê. Nossa turnê durou 18 meses até 2009, tiramos mais ou menos um ano de férias e não queríamos fazer nada do início de 2009 até o verão de 2010. Nesse tempo nós melhoramos muito nossa música e fizemos nosso segundo álbum. E aqui estamos, o álbum acabou de sair e estamos em turnê, começando tudo do zero.
AGP: Esse novo álbum tem um novo nível de maturidade. Como foi o desafio de escrever o segundo álbum?
Mark: Sendo honesto, demorou bastante.
Jack: Nós provavelmente reescrevemos o álbum três vezes aquele ano porque não queríamos que parecesse apenas uma versão renovada do primeiro, queríamos um grande avanço, que soasse como se realmente soubéssemos o que estávamos fazendo, mas sabíamos que estávamos indo bem. Quando fomos ao estúdio e encontramos com nosso produtor Ed Buller, ele teve que focar todas as nossas influências que vem de vários lugares diferentes e transformar isso no que realmente queríamos.
Mark: Nós fizemos uma música, uma das primeiras do álbum, se chamava ‘Forget My Name’, foi provavelmente a vigésima ou trigésima que escrevemos, mas assim que terminamos, ela se tornou nossa referência. Era assim que o álbum seria e continuamos a partir daí – acho que você pode ver isso.
AGP: Suas influências mudaram muito entre o primeiro e segundo álbum?
Mark: Acredito que não, acho que expandimos nossas influências.
Jack: Pra ser honesto, esse é o álbum que estávamos tentando fazer em primeiro lugar. Nós apenas não tínhamos experiência ou tempo para chegarmos a esse ponto.
AGP: A notícia da saída do baterista Sam Ford em Março veio como um choque para o público. Você podem nos dizer os motivos dessa saída e se isso afetou a gravação do segundo álbum em algum ponto?
Mark: Foi porque nós queríamos desenvolver o som, você pode perceber que as músicas têm muito mais batidas nesse álbum e a bateria se tornou muito importante. Ele sempre foi um grande amigo nosso e nós continuamos tentando ser amigos, mas acho que para a banda poder evoluir era algo que tínhamos que mudar. Não poderíamos fazer o álbum que estávamos tentando. Estava se tornando impossível e se tornando um grande problema.
Jack: Definimos nosso próprio objetivo num nível muito alto.
Mark: Tenho certeza que as pessoas vão pensar “o que está acontecendo?”, mas acho que não é uma decisão que iríamos tomar facilmente.
AGP: Nós soubemos que o próximo single do álbum será Chemistry, aparentemente acompanhado por um clipe épico com a participação de uma bela modelo. Vocês podem nos contar mais sobre o single e o vídeo?
Mark: Sim, tem, e isso está na extremidade. Houve um erro e não deveria ter sido lançado ainda, tivemos uma mudança de último minuto no plano de o que faríamos depois. Então isso já está na lata como um single, mas nós não podemos realmente dizer por que não confirmamos, mas vamos fazer uma música diferente.
Jack: Temos uma nova música chegando, que não foi ouvida. Mas isso é só o que podemos falar por enquanto.
Mark: O motivo de estarmos falando disso é porque estamos animados com a notícia. Não estamos apenas dizendo “ah não podemos dizer” por qualquer motivo, mas sim porque é realmente muito emocionante.
Jack: Nós avisaremos assim que tivermos autorização para contar.
Mark: É uma música muito legal, vai ser lançada no início do ano. Então vamos apenas adicioná-la ao álbum e continuar a partir daí. Chemistry deve ser o próximo single depois desse. Provavelmente na primavera do ano que vem.
AGP: A banda fez uma turnê rigorosa para promover o primeiro álbum, tenho certeza que alguns desses shows foram o destaque de sua carreira até agora, mas qual foi o pior show que vocês já fizeram?
Jack: Na verdade, eu me lembro que na última vez que estivemos em Belfast (risos) literalmente 80% de nosso equipamento resolveu não funcionar.
Mark: Foi a primeira vez que tocamos aqui em Speakeasy.
Jack: O Speakeasy é isso. Provavelmente um a cada dois equipamentos não funcionou.
Mark: A guitarra do George quebrou, o amplificador quebrou. Estávamos conversando com algumas pessoas depois do show e eles falavam “o show foi incrível” e pensávamos “... não foi não”. Mas às vezes, como uma banda, nós somos muito autocríticos, como ontem à noite, nós tivemos um grande show em Dublin, todos amaram, e nós nos divertimos muito, saímos e falamos “como foi?” O monitor de alguém quebrou o os pedais também, mas ninguém nota, apenas temos que continuar – mas foi um ótimo show. Um show parecido foi o do SXSW esse ano, por sorte quase ninguém estava lá. Mas por causa do jeito que escrevemos o álbum no estúdio, literalmente algumas músicas começavam com a batida e o som da guitarra por cima, então nós não tínhamos tocado algumas das músicas como uma banda e foi nossa primeira tentativa.
Jack: Foi ruim no mínimo (risos)
Mark: Mas depois tivemos uns cinco shows por aí, e nos dois últimos começamos a soar bem, então não demorou muito para entrarmos na onda.
AGP: Bem, hipoteticamente falando, se vocês pudessem fazer um show perfeito, onde seria e quem participaria?
Mark: Vamos escolher um lugar onde já tocamos. Qual foi o lugar mais legal?
Jack: Bem, é impossível agora o que eu ia falar, eu ia falar do Astoria, que agora é uma grande pilha de pedregulhos e em breve será uma estação de trem. É hipotético então vamos dizer o Astoria.
Mark: Eu gostaria de tocar com o The Cure.
Jack: Eu gostaria de tocar com o The Flaming Lips.
Mark: Sim, mas nós não poderíamos realmente tocar depois de The Flaming Lips, ninguém poderia tocar depois de The Flaming Lips.
Jack: Bem, também não poderíamos tocar depois de The Cure.
Mark: Sim. Nós iríamos dar apoio.
Jack: Isso é tipo um super arranjo. The Flaming Lips mudou minha visão de shows ao vivo para sempre. Eu fui num show alguns anos atrás e eles tinham pessoas em ternos com 3 metros de altura, trajes infláveis de astronauta dançando no fundo do palco e mais ou menos 100 pessoas em fantasias de Papai Noel correndo. Foi louco. Eu realmente não fui justo lá (risos).
AGP: Qual é sua comida favorita para comer em uma turnê, qualquer parada num McDonalds ou vocês tem pedidos em particular?
Mark: Nós não somos do tipo divas, mas minha comida preferida e a de Jack também é tailandesa. Na verdade um dos melhores restaurantes que já provamos é em Belfast, logo naquela estrada vindo de Mandela, você sai do Mandela Hall e vai para a esquerda em direção à cidade e leva 5 minutos. É ótimo.
Jack: O show é bem cedo hoje também.
Mark: Então basicamente você está falando com dois viciados em comida tailandesa. Mas na verdade na maior parte da turnê passamos apenas comendo pão fora da validade e wafer de presunto magro, algumas frutas e cerveja.
AGP: Finalmente, se o One Night Only tivesse ‘apenas uma noite’ como passariam?
(risos)
Mark: Nós realmente temos que inventar uma resposta para isso.
Jack: É isso realmente tem que ser respondido.
Mark: Então aquele negócio de ‘se o mundo acabasse amanhã’? Acho que eu ficaria bem deprimido (risos), eu não saberia o que fazer. Acho que apenas tocaríamos, seríamos como aqueles caras do Titanic que ficam tocando o tempo inteiro enquanto o barco afunda. Acho que seria a única coisa que poderíamos fazer.
Jack: Nós provavelmente convenceríamos algumas garotas a se juntarem a nós por um tempo; O mundo está acabando... Qual é...
Mark: Fazer alguns shows e encontrar algumas garotas.
Jack: Dia normal no escritório.
One Night Only está em turnê pelo resto de Outubro e Novembro e seu álbum auto-intitulado ‘One Night Only’ já está à venda!